Cidades

JUSTIÇA FEDERAL

Grupo que 'vendeu' terras da União e até ilha no Pantanal é condenado à prisão

Dois servidores públicos e radialista exigiam propina para regularizar posse irregular

Redação

15/03/2017 - 15h16

A Justiça Federal condenou dois servidores públicos e um radialista por envolvimento em esquema de venda ilegal de terras da União no Pantanal. O grupo é acusado de comercializar, entre 2002 e 2008, lotes na região da estrada Codrasa e distrito de Albuquerque, em Corumbá, em troca de propina de até R$ 30 mil. Eles foram condenados por corrupção passiva e pegaram penas que chegam a 10 anos e 10 meses de prisão, mais multa.

Gisley Duarte, na época, servidora da Gerência Regional da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), era a responsável por fazer toda a negociação. Ela contava com o apoio de Marcelo Rondon, servidor da Prefeitura de Corumbá cedido à SPU, e Jorge Nader, radialista.

Além do crime de corrupção, Gisley e Marcelo ainda foram condenados por coação no curso do processo. Os dois foram flagrados intimidando testemunhas para dificultar e impedir a elucidação dos fatos pela Justiça.

O trio exigia “comissões” ou “taxas de regularização” para, supostamente, reconhecer as posses irregulares nas áreas públicas, delimitar lotes e incluir os ocupantes em um fictício “cadastro para regularização”.

Os terrenos, distribuídos pela planície pantaneira, englobavam ilha e até áreas de preservação permanente – terras que sequer poderiam ter sido ocupadas.

O grupo chegou a dividir terrenos e expulsar posseiros pelo não pagamento da vantagem exigida.

 

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