Pelo menos 53 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul aderiram à greve e a paralisação que cobra a não aprovação da reforma da Previdência. Em Campo Grande, 30 escolas funcionaram normalmente, 16 tiveram os trabalhos parcialmente interrompidos e 47 pararam totalmente. A informação é da prefeitura da Capital.
Conforme a administração municipal, nenhum centro de Educação Infantil (Ceinf) fechou e a maioria funcionou normalmente. Apenas nove unidades funcionaram de forma reduzida.
Está marcado para domingo, 19, assembleia com a Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems) que irá avaliar o movimento.
De acordo com informações da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), 55 municípios prestaram informações sobre o movimento, 50 escolas estaduais e municipais tiveram adesão total no primeiro dia, dois não aderiram e outros três estavam em definição.
O presidente da Assomasul e prefeito de Bataguassu, Pedro Caravina (PSDB), explicou que a entidade irá cobrar a reposição das aulas. “Se não houver reposição o dia será cortado. Mas a reposição já está marcada para o dia 25 de março, que é um sábado. Os municípios devem seguir o mesmo calendário do Estado. O protesto é legítimo, respeitamos a paralisação, não há oposição. Mas mesmo com reposição os alunos são prejudicados”, afirmou.
Caso aconteça a reposição, os dias de greve não podem ser descontados dos profissionais. O governador Reinaldo Azambuja (PSDB), afirmou que vai descontar o dia não trabalhado do salário dos professores que não deram aula ontem para participar dos protestos contra a reforma da Previdência, numa manifestação em nível nacional. “Já tinha avisado que iria cortar o ponto e vai ser feito isso”, garantiu o governador.
A Rede Estadual de Ensino (REE) conta com 365 escolas, 82 delas em Campo Grande. Na quarta-feira (15), a paralisação atingiu 300 unidades escolares, porém ontem (16) o número caiu para 175. Em todo o Estado são aproximadamente 20 mil professores e 270 mil alunos. Já no município são 96 escolas e 99 Centros de Educação Infantil (Ceinfs), com total aproximado de 120 mil alunos.