Principais irregularidade encontradas em auditoria do Tribunal de Contas (TCE) na Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande foram relacionadas a má gestão e falta de comunicação entre a administração das Unidades Básicas de Saúde e dos hospitais públicos de Campo Grande.
Objetivo da auditoria foi identificar eventuais problemas que impactaram no fechamento parcial de hospitais do município.
Documento, que traz o diagnóstico dos principais problemas encontrados e apresenta sugestões de encaminhamentos, foi entregue hoje ao conselheiro Jerson Domingos.
Conforme o TCE,um dos pontos do relatório revela ineficiência e ineficácia da gestão das Unidades Básicas de Saúde, que poderiam evitar muitos encaminhamentos para os hospitais.
Também foi constatada falta de comunicação entre os agentes envolvidos, gerando insatisfação da população com o atendimento, dos hospitais com a administração pública municipal e estadual, e da Sesau com as administrações dos hospitais da Capital.
Depois de receber o documento, conselheiro Jerson Domingo fez análise prévia das informações levantadas e informou que situação é grave e relatório será levado ao conhecimento dos demais conselheiros do TCE para decidir quais ações serão tomadas.
“Posso adiantar que vai ser necessário reunir todos os agentes envolvidos, no sentido de discutirmos conjuntamente as responsabilidades de cada um e buscar o comprometimento de todos pela eficiência na gestão da saúde pública”, disse Domingos.
AUDITORIA
Comissão de Auditores do TCE-MS realizou levantamento de dados, entre os dias 15 e 17 de março, na Santa Casa, no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, Hospital da Mulher no bairro Moreninhas, na Sesau e na Central de Regulação – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Comissão foi nomeada assim que o TCE tomou conhecimento de que hospitais públicos de Campo Grande fecharam os centros emergenciais de atendimento médico-hospitalar, no início deste mês.
Força tarefa multidisciplinar foi composta em regime de urgência para apurar os fatos que levaram a esta decisão, que coloca em risco à vida de pessoas que dependem, exclusivamente, da Rede Pública de Saúde.