Cidades

Licitante Fantasma

Empresários detidos em operação da PF pagam fiança e são soltos

Eles são apontados como chefes de quadrilha

Redação

22/03/2017 - 10h13

Os dois empresários presos ontem durante a Operação Licitante Fantasma, da Polícia Federal e Controladoria Geral da União, pagaram fiança e foram soltos ontem mesmo, durante a tarde.

A reportagem apurou que um dos empresários, Moisés Wisniewski, pagou R$ 10 mil e outro, José Mauro Vigano, teve de pagar fiança de R$ 1 mil para ser liberado.

OPERAÇÃO

Os empresários não apontados como chefes da quadrilha que movimentou R$ 60 milhões em certames fraudados no período de 2011 a 2015.

De acordo com a Polícia Federal, durante o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão, agentes encontraram armas de fogo com os empresários presos. Ao todo, foram apreendidas quatro armas sem registro e a dupla pode ser liberada a qualquer momento, já que o crime de posse irregular é afiançável.

Em entrevista coletiva, no final da manhã de ontem, o delegado da PF Cléo Mazzotti e o superintendente da Controladoria, José Paulo Barbieri, disseram que cerca de 15 empresas se uniram para ajustar preços de produtos oferecidos ao poder público, por meio de licitações.

A quadrilha agia de três diferentes maneiras. Em uma delas, se uma empresa integrante do esquema oferecesse serviço por R$ 99 mil, outra integrante fazia proposta de R$ 90 mil e uma terceira idônea apresentava oferta de R$ 80 mil, o grupo colocava a empresa fantasma em ação e oferecia valor 30% ou 40% menor que a proposta da empresa idônea.

Desta forma, a empresa que não participava do esquema acabava desistindo da licitação por não ter condições de cobrir a proposta. Em seguida, as empresas do esquema forçavam sua própria desclassificação, de forma que só permanecia no certame a empresa com a maior proposta de preço.

Outra maneira de atuação acontecia se a empresa idônea não desistisse do processo. Neste caso, um dos chefes da quadrilha procurava o empresário para fechar acordo e, assim, captava mais integrantes para o grupo criminoso.

Em determinada tentativa de fechar acordo com empresa idônea, empresário não aceitou proposta e denunciou o crime para a Polícia Federal. Foi então que a investigação teve início.

Terceira forma de atuação era colocada em prática quando o processo de licitação exigia visita técnica dos concorrentes. Durante a visita, o grupo passava a ter conhecimento de quem participaria da disputa e marcava reunião para combinar preços e acordos entre si.

Ainda de acordo com a PF, foram analisadas licitações de 2011 a 2015 e ficou constatado que durante o período a quadrilha movimentou R$ 60 milhões. A estimativa é de que o prejuízo ao erário seja de R$ 25 milhões.

Empresários envolvidos no esquema responderão pelos crimes de fraude em licitação, estelionato qualificado, formação de quadrilha e posse irregular de arma de fogo.

 

Nova Mobilidade

Prefeitura vai usar carros de aplicativo para transportar servidores em Campo Grande

Contrato com o Banco do Brasil prevê corridas por aplicativo e táxi para viagens de trabalho; município estima economia de até 30% com manutenção da frota e combustível

05/11/2026 17h46

Prefeitura de Campo Grande vai adotar corridas por aplicativo e táxi para transportar servidores durante o expediente, com previsão de economia de 30% nos gastos com frota e combustível.

Prefeitura de Campo Grande vai adotar corridas por aplicativo e táxi para transportar servidores durante o expediente, com previsão de economia de 30% nos gastos com frota e combustível. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande

Continue Lendo...

Educação

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS

Prazo começa na segunda-feira (9) e segue até 6 de janeiro; número é 20 mil superior às 200 mil vagas disponibilizadas para o ano letivo de 2026

05/11/2026 17h19

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS Paulo Ribas

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).