Depois de cobrar condições adequadas de trabalho e reajuste salarial, que foram avaliadas pelo prefeito Marcos Trad (PSD) como forma de retaliação ao trabalho de fiscalização em Campo Grande, classe médica informou que é a favor de todos os trabalhos de vistoria às unidades de saúde.
Em nota, Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed) disse que apoia todo tipo de fiscalização em prol da saúde pública e apoia às vistorias ocorridas nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), mas que também querem melhores condições de trabalho.
Ontem, Sinmed já havia emitido nota de repúdio contestando “ilusórias notícias” sobre estoque de medicamentos em 75% das unidades de saúde, além da ausência de condições adequadas de trabalho e falta de reajuste do salário de R$ 2.516,72 nos últimos três anos.
Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) respondeu, também em nota, reafirmando que 75% dos medicamentos necessários foram direcionados aos postos de saúde e novas compras estão sendo realizadas. Quanto a remuneração, Sesau disse que há acréscimo de gratificações, produtividade e plantões.
Hoje, prefeito Marcos Trad avaliou a cobrança do Sinmed como retaliação para inibir visitas no Hospital Universitário, Santa Casa, Upas e postos de saúde. Em vistorias foram encontrados funcionários atrasados, dormindo ou falando no celular.
Em resposta, Sinmed disse que não compactua com as irregularidades e negligências praticadas por “uma minoria de profissionais que denigre toda a categoria” e que o papel do prefeito seria dar condições dignas de trabalho para que estes profissionais exerçam a profissão com excelência, e não desrespeitar os trabalhadores.
Por fim, sindicato reafirmou que faltam medicamentos, infraestrutura, insumos, reajuste salarial, concurso público, novas contratações e respeito à classe médica.