O diretor técnico da Maternidade Cândido Mariano, Daniel Miranda, informou que o hospital já instaurou procedimento administrativo para apurar denúncia de negligência feita por bombeiros contra médica de 40 anos que se recusou a atender mulher em trabalho de parto, no último domingo. Segundo ele, a escala de plantão não estava completa na ocasião.
“Nós estamos investigando se houve alguma negligência neste caso. Já comunicamos a doutora e ela vai conversar com a diretoria”, explicou o diretor.
Miranda disse ainda que, entre a noite de sábado e madrugada de domingo, tinham apenas duas obstetras no hospital e as duas estavam em outro atendimento. “Quando os bombeiros chegaram a doutora estava em outro parto. Essa foi a versão apresentada até agora”.
O diretor técnico disse ainda que a unidade enfrenta dificuldade em montar a escala de plantão dos fins de semana. “No início do plantão, as centrais de regulação já haviam sido comunicadas que estaríamos com uma obstetra a menos”. Ainda segundo ele, o número ideal de obstetras durante os sábados e domingos é de, no mínimo, três.
O CASO
Médica de 40 anos, foi denunciada por bombeiros depois de se recusar a atender jovem de 25 anos em trabalho de parto. O caso aconteceu na madrugada de ontem na Maternidade Cândido Mariano em Campo Grande. A jovem estava grávida de 36 semanas e “tinha perdido sangue”.
Os bombeiros entraram em contato com a central de regulação de vagas, onde foram informados que a jovem deveria ser levada para a Maternidade Cândido Mariano.
Já na maternidade, eles foram informados pelas recepcionistas de que a jovem não seria recebida pela equipe médica porque só havia duas plantonistas naquele horário.
A central de regulação foi novamente acionada e os militares foram orientados a deixarem o local e irem para a Santa Casa. Ao todo, os bombeiros perderam 20 minutos na maternidade.