Por trás do impasse entre a Santa Casa e a Prefeitura de Campo Grande quanto ao aumento do repasse, estão cifras milionárias: o hospital recebeu, no ano passado, R$ 248,83 milhões, o que representou incremento financeiro de R$ 42 milhões. A informação consta no Relatório Anual de Atividades 2016 do município. Apesar do aumento, a Santa Casa reivindica reajuste no repasse atual de R$ 4,6 milhões para R$ 7 milhões. No total, a entidade conta, mensalmente, com R$ 20,23 milhões.
Hoje vence o prazo de 90 dias para o município firmar contrato com o hospital. A situação tem provocado encontros, encerrados sem acordos, entre Santa Casa e prefeitura. Ontem, durante cerca de três horas, reuniram-se para tratar do assunto o prefeito Marcos Trad, o secretário municipal da Saúde (Sesau), Marcelo Vilela, o diretor-financeiro da Santa Casa, Nilton Ferreira, além da promotora Filomena Aparecida Fluminhan e outras autoridades. Nova reunião foi marcada para quinta-feira.
Conforme publicado pelo Correio do Estado, a Santa Casa apresentou cinco propostas para reajuste da verba mensal, todas recusadas pela prefeitura. O hospital propôs manter ou encerrar o atendimento no PS, diminuir o repasse e, consequentemente, o atendimento de maneira geral, manter o repasse atual e diminuir os serviços prestados, e ainda a proposta do aumento de repasse. Mais detalhadamente, a redução poderia chegar a 30% nos atendimentos e até o encerramento de cirurgias eletivas contratualizadas.
(*) A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.