A Prefeitura de Campo Grande, a pedido do Ministério Público Estadual (MPE), está atrás de possíveis fraudadores do bolsa família na Capital. O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) realizou cruzamento de dados de 2016 e encontrou inconsistências nos cadastros. Essas informações embasaram o pedido do MPE.
Equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social estão percorrendo bairros e verificados detalhes repassados por beneficiários. Desde 30 de março ocorrem essas visitas, que só devem terminar em 60 dias. Ao todo serão feitas 3.456 visitas.
Quem é encontrado, passa por atualização cadastral. Todas essas informações ainda serão enviadas ao MPE e devem ficar disponíveis ao Ministério do Desenvolvimento Social.
Inês Mongenot, superintendente da Proteção Social Básica, disse que a ação vai permitir que o programa social atenda, de fato, famílias mais vulneráveis.
“Considerando ser o Programa Bolsa Família um programa social de transferência direta de renda direcionado às famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza, espera-se que com essa ação para tratamento das inconsistências cadastrais, qualifique-se os dados, atendendo realmente a parcela mais vulnerável de famílias de Campo Grande”, afirmou.
Os grupos que fazem as visitas são formados por 15 técnicos de nível superior (assistente social e psicólogo), 25 agentes cadastradores, 15 auxiliares administrativos, 15 motoristas e cinco coordenadores de equipes.
Cada uma das equipes fez filtro da lista para endereçamento e vai confeccionar relatório padrão. Também haverá reuniões com coordenadores das unidades da proteção Social Básica. Somente na Superintendência e Gerência de Gestão do Cadastro Único ficaram 15 equipes destacadas.