Oito empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato tiveram bens bloqueados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para tentar reverter prejuízos que chegam a R$ 544 milhões nas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) em superfaturamento apurado em quatro contratos.
A medida da Corte atinge as seguintes empresas: Galvão Engenharia, Alusa, Promon, Engevix, Iesa Óleo e Gás, Queiroz Galvão, Techint e Skanska Brasil. As quatro últimas construtoras foram declaradas inidôneas pelo tribunal ou o governo e estão proibidas de participar de licitações para contratos bancados com recursos federais.
A indisponibilidade patrimonial foi decretada por um ano e deve alcançar os ativos necessários para assegurar o ressarcimento das perdas. A sanção não foi aplicada à Andrade Gutierrez, também apontada como responsável pelos prejuízos nas obras do Comperj, porque a empreiteira firmou acordo de leniência (espécie de delação de pessoa jurídica) com a Lava Jato, comprometendo-se a pagar R$ 1 bilhão.