A Polícia Rodoviária Federal já havia prendido no final de fevereiro, durante operação de Carnaval, um dos suspeitos que foi encontrado ontem carregando 129,9 kg de maconha e 199 munições calibre 7.62, usadas em fuzil, além de 71 munições calibre 9 mm na BR-262, perto de Água Clara.
Breno Fernando Solon Borges, 37 anos, empresário na Capital, chegou a ser preso quando foi abordado na BR-163, no posto da Polícia Rodoviária Federal de Campo Grande, em 24 de fevereiro deste ano. Ele estava com uma pistola 9 mm carregada no porta-luvas. Aos policiais, ele disse que havia comprado essa pistola no Paraguai e era para defesa pessoal. Contudo, não tinha registro e nem porte.
Na época, ele foi abordado porque o veículo que conduzia, um Renegade, estava com problemas na iluminação. O utilitário é o mesmo que ele usava ontem para puxar uma carretinha onde estava escondida a droga.
Nessa abordagem anterior, Borges chegou a relutar em ter o carro vistoriado, mas permitiu que os policiais procedessem com a fiscalização, o que resultou na localização da arma. Ele chegou a ser preso, mas pagou fiança e foi solto por ser réu primário e ter residência fixa.
O Ministério Público Estadual denunciou o empresário em 31 de março no artigo 16 do Estatuto do Desarmamento, que se refere a portar arma de fogo sem autorização.
ARMAMENTO PESADO
Na região de Água Clara, na altura do quilômetro 141 da BR-262, as equipes da PRF e da Polícia Federal abordaram ontem à tarde Renegade que puxava carreta com uma moto de alta performance Honda CBR-1000. O veículo era ocupado por Breno e uma jovem de 18 anos.
Logo atrás vinha uma F-250, conduzida por serralheiro de 26 anos e que também foi abordada. Os três entrevistados não souberam explicar a origem e o destino da viagem e, por várias vezes, entraram em contradição, levantando suspeita dos agentes federais.
Em busca minuciosa, os policiais encontraram tabletes de maconha em fundos falsos da camionete e na carreta que levava a moto, onde também havia as quase 200 munições.
Diante do flagrante, o empresário confessou que teria sido contratado para levar o material da Capital até Itapira (SP), para ser entregue a um desconhecido. A jovem e o serralheiro afirmaram desconhecer a presença dos ilícitos, alegando que acompanhavam o empresário para um encontro de motociclistas que aconteceria em São Paulo.
Os três receberam voz de prisão por tráfico de drogas e armas e foram levados à Delegacia de Polícia Federal em Três Lagoas.