A morte de Bruno César Matias de Souza, de 21 anos, encontrado morto por um cachorro em julho do ano passado em chácara no Jardim Itamaracá, em Campo Grande, foi solucionado pela polícia.
Adriano Vieira de Oliveira, conhecido como “Zóio”, confessou a autoria e disse que assassinato aconteceu, pois a vítima teria armado uma emboscada para matá-lo, devido rixas anteriores com um primo de Bruno.
Conforme a Polícia Civil, testemunhas afirmaram que dias antes do crime, um rapaz teria se envolvido em confusão com um parente de Bruno. “Tomando as dores” do amigo, Adriano passou a ameaçar de morte o familiar da vítima.
No dia do crime, Bruno estava usando drogas e bebendo junto a outro amigo, quando decidiu ir em busca de mais entorpecentes. Ele então pegou a motocicleta deste colega e seguiu para o Jardim Noroeste, onde encontrou Adriano, decidindo armar a emboscada.
Bruno, conforme a versão de Adriano, o teria convidado para ir até essa chácara, onde houve o assassinato, para buscar entorpecentes. Chegando na propriedade rural, Bruno mandou ele descer da moto e abrir a porteira. Neste momento, a vítima teria sido atacada com golpes de capacete.
Bruno ainda teria afirmado que mataria Adriano ali mesmo e então reagiu, empurrando a vítima contra o chão, onde ela bateu a cabeça em uma estrutura de concreto.
O suspeito puxou o cordão do próprio casaco para esganá-lo e depois fugiu a pé pelo matagal. O suspeito do crime tem várias passagens policiais por furto, roubo, sequestro e tentativas de homicídio.
O CASO
Corpo de Bruno foi encontrado por um cachorro no dia 29 de julho de 2016. Testemunhas relataram que o cachorro começou a latir entre 5h30 e 6h. Quando moradores da chácara foram até o local se depararam com o corpo e acionaram a polícia.
O rapaz morto vestia calça jeans, estava sem camisa e foi estrangulado. A cerca de 50 metros do corpo foi encontrada uma moto modelo Titan, preta, pertencente ao amigo dele.
IDENTIFICAÇÃO
Delegada disse que Bruno foi reconhecido por uma das irmãs depois que ela viu reportagem do Portal Correio do Estado e decidiu procurar a polícia. Ela identificou o rapaz pelo tênis que usava e procurou o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol).