Os presidentes nacionais do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e do PMDB, senador Romero Jucá (RR), são os políticos que acumulam o maior número de pedidos de investigações na lista do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, relator da Lava Jato. Eles irão responder a a cinco inquéritos cada um.
Ex-governador de Minas Gerais e candidato derrotado à Presidência da República em 2014, Aécio é acusado pelos crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro. Ele aparece nas delações feitas por Marcelo Bahia Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Sérgio Luiz Neves, Cláudio Melo Filho e Henrique Valladares.
O senador Romero Jucá teria recebido R$ 4 milhões para atuar de acordo com os interesses da Odebrecht no Congresso Nacional, auxiliando a aprovação de uma resolução que reduziria a disputa fiscal entre os estados para o desembarque de mercadorias em portos. Ele também é apontado como um dos políticos que teriam atuado em favor da empresa no episódio da licitação da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, Jucá teria recebido, segundo o Ministério Público, R$ 10 milhões da empreiteira e da construtora Andrade Gutierrez.
Juntamente com seu filho, Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, o senador é alvo de um terceiro inquérito no qual são apontadas irregularidades com o objetivo de a Odebrecht ver aprovada outra legislação favorável a seus interesses. Para isso, o parlamentar teria solicitado doações a seu filho, que concorria ao cargo de vice-governador de Roraima, no valor de R$ 150 mil.
Edson Fachin determinou o prazo de 30 dias para que as autoridades policiais atendam às diligências específicas e o levantamento do sigilo dos autos