Exames feitos por cientistas britânicos confirmaram a presença do gás sarin ou uma substância similar em amostras recolhidas no local do suposto ataque químico cometido na semana passada na Síria, segundo informações do Reino Unido à Agência EFE. “O Reino Unido, portanto, compartilha a análise dos Estados Unidos (EUA) de que é altamente provável que o regime (de Assad) é responsável por um ataque com sarin”, indicou o embaixador britânico na ONU, Matthew Rycroft, em discurso no Conselho de Segurança.
Para os EUA não há dúvidas de que as forças do presidente sírio Bashar Al Assad utilizaram esse tipo de arma química na localidade de Khan Sheikhoun. O país considera que a Rússia provavelmente sabia com antecedência do ataque.
Funcionários do Conselho de Segurança Nacional dos EUA declararam ontem (11) à imprensa que têm “provas fisiológicas” de que o regime sírio usou gás sarin contra a população em uma área de domínio rebelde e que possuem uma quantidade “massiva” de evidências que indicam a autoria de Damasco.
Reino Unido, França e EUA propuseram ao Conselho de Segurança uma resolução sobre o ocorrido em Khan Sheikhoun. A Rússia vetou o projeto que pedia uma investigação sobre o ataque químico na Síria que matou mais de 80 pessoas na semana passada. O texto condena o ataque e pressiona o governo sírio a colaborar com as investigações.
Na votação, foram 10 votos a favor, 3 abstenções e 2 votos contrários, o da Bolívia e da Rússia, que fez valer seu direito de veto como membro permanente do Conselho. A Rússia é uma firme aliada do governo de Bashar al-Assad. As abstenções foram da China, Etiópia e do Cazaquistão.
Apesar dos países ocidentais terem culpado Assad pelo ataque, a minuta não indica nenhum responsável e se concentra em condenar o episódio e a pedir cooperação com a investigação internacional.