A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a empresa de auditoria independente PricewaterhouseCoopers concluiu que "não foram identificados" atos de corrupção praticados pelo petista na Petrobras, no período entre 2012 e 2016. A auditoria foi realizada a pedido dos advogados do ex-presidente e enviada ao juiz federal Sérgio Moro para inserir na ação penal a que ele responde na Justiça Federal em Curitiba, no âmbito da Operação Lava Jato.
Na ação penal, Lula e o ex-ministro Antonio Palocci são acusados de terem conhecimento do repasse de dinheiro de caixa 2 pela Odebrecht ao PT. Segundo o empresário Marcelo Odebrecht, um dos delatores da Lava Jato, Palocci era responsável pelas indicações de pagamentos que deveriam ser feitos a campanhas políticas. Segundo o empreiteiro, os recursos eram depositados em um conta informal que o partido mantinha com a empreiteira em troca de favorecimentos.
Em depoimento recente ao juiz Sérgio Moro, o empreiteiro disse que os fatos ocorreram quando Lula já tinha deixado a Presidência. Durante o depoimento, Marcelo disse que Lula nunca pediu recursos diretamente a ele e que os repasses teriam sido combinados com Palocci.
Após o depoimento, os advogados de Lula afirmaram que os delatores não apresentaram provas contra o ex-presidente e que o objetivo das denúncias é manchar a imagem e a reputação do seu cliente.