Enquanto a Prefeitura de Campo Grande prepara decreto de 217 novos alvarás para aumento da frota de táxis em Campo Grande, a Câmara de Vereadores quer investigar concentração desses documentos na mão de poucos taxistas, pessoas e empresas.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) quer apurar como as doações dos alvarás foram feitas.
“A lei proíbe a venda, mas não a doação. O que nós queremos saber é se não houve uma simulação nesta transição, ou seja, se a pessoa recebeu algum dinheiro para repassar o alvará”, explicou o presidente da Comissão, vereador Vinicius Siqueira (DEM).
Conforme o vereador, o objetivo da Comissão será descobrir se os termos de doação que constam na Agência Municipal de Trânsito (Agetran) foram mesmo doações ou se foram acobertadas por transações de dinheiro.
Atualmente, 15% dos alvarás concedidos estão concentrados em pessoas ou empresas. Conforme Siqueira, a pessoa que mais tem alvarás em seu nome, retém 27 documentos, enquanto a lei, durante determinado período, permite até 15 alvarás para uma única pessoa.
*Leia reportagem, de Bárbara Cavalcanti, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.