Cidades

Funai

Governo exonera presidente da Fundação Nacional do Índio

Ainda não foi designado um substituto

Redação

05/05/2017 - 10h21
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A edição desta sexta-feira, 5, do "Diário Oficial da União" traz a exoneração do presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Antônio Fernandes Toninho Costa. A exoneração foi assinada pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Ainda não foi designado um substituto.

Costa deixa o cargo em meio a um momento conturbado das políticas para os índios no país. No último final de semana, um conflito agrário no Maranhão deixou pelo menos dez pessoas feridas, entre índios da etnia Gamela e fazendeiros.

Na terça-feira (2), questionado sobre o caso, Costa disse que a situação "fugiu ao controle" da Funai. Ele afirmou também que um corte de 44% no orçamento do órgão, "mão de obra escassa" e grande volume de processos impossibilitam o acompanhamento de todos os pedidos de demarcação de terras indígenas protocolados no órgão.

Ao longo da semana, a permanência de Costa no cargo foi colocada em dúvida nos bastidores. Em uma coletiva no Palácio do Planalto, o Ministro da Justiça, Osmar Serraglio, disse que uma eventual troca do presidente da Funai dependeria da decisão de "coalizão partidária" que garantiu a nomeação. Costa havia sido indicado pelo PSC. A Funai é subrodinada à pasta da Justiça.

'Exonerado por ser honesto'

Por meio de mensagem de whatsapp, Costa disse que foi exonerado por ser honesto, por não ter compactuado com malfeitos e por ser um "defensor da causa indígena" submetido a um ministro "ruralista". Ele afirmou ainda que outro motivo foi não ter acatado indicações para a Funai feitas pelo líder do governo na Câmara, deputado André Moura (PSC-SE). Segundo Toninho Costa, as indicações eram de 20 pessoas "que nunca haviam visto um índio".

"[Fui exonerado] Por não ter atendido o pedido do líder do governo André Moura que queria colocar 20 pessoas na Funai que nunca viram índios em suas vidas . Estou sendo exonerado por ser honesto e não compactuar com o malfeito e por ser defensor da causa indígena diante de um ministro ruralista", afirmou Costa.

No Palácio do Planalto, a informação é de que ele foi exonerado por ineficiência ao longo do período à frente do cargo.

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