Confusão entre um médico e um militar do Corpo de Bombeiros na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Leblon terminou na delegacia.
Delegado da 6ª Delegacia de Polícia Civil, Valmir Moura Fé, disse ao Portal Correio do Estado que confusão começou quando os bombeiros encaminharam um paciente adolescente, que estava em crise convulsiva, até a unidade.
Paciente teria sido regulado à UPA Leblon via Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Quando chegaram ao local, médico clínico-geral estava atendendo uma paciente grave e bombeiros passaram o adolescente para uma maca do setor de urgência, onde ele ficaria aguardando atendimento.
Dois militares foram buscar equipamento para conter o adolescente de 17 anos, enquanto um terceiro ficou ao lado da maca.
Ao ver a situação, médico teria dito ao sargento dos bombeiros que rapaz não poderia ser deixado no local, já que estava se debatendo e poderia cair da maca.
Nesse momento iniciou-se uma discussão, com dedo em riste e tom de voz elevado. Os militares acusaram o médico de ter agredido verbalmente dizendo "p.n.c*" ao sargento que estava ao lado da maca. Para evitar agressões físicas, Polícia Militar (PM) foi acionada e encaminhou ambos à delegacia.
Segundo o delegado, sargento afirma que médico o xingou e disse que quem mandava no local era ele, o que foi negado pelo profissional de saúde.
“As versões para o caso são as mesmas, mas o que não bate é a questão do xingamento, que ele [médico] nega”, disse o delegado.
Segundo Moura Fé, foi registrado boletim de ocorrência do sargento do bombeiro contra o médico por desacato. Ambos foram liberados depois de prestarem depoimento.
Delegado disse que caso continua em investigação e testemunhas, apontadas pelo clínico-geral, serão ouvidas.
PLANTÃO
A Prefeitura de Campo Grande divulgou hoje que na UPA Leblon havia seis médicos no período da manhã, enquanto à tarde seriam cinco.
Não foi divulgado como estava o atendimento dos demais médicos na hora da confusão envolvendo os Bombeiros.
*Colaborou Natalia Yahn