Em meio a negociação do salário-base dos médicos da rede municipal de saúde de Campo Grande, a categoria pede a exoneração do atual secretário da pasta, Marcelo Vilela. A informação foi divulgada hoje pelo prefeito Marcos Trad (PSD).
“Nunca vi isso durante uma negociação. Uma categoria pedir exoneração de secretário”, declarou o Chefe do Executivo, reforçando que a questão está fora de cogitação.
A assessoria de imprensa do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed-MS ) respondeu que "isto [exoneração do secretário] é uma vontade dos médicos, mas não faz parte da negociação salarial".
Prefeito comentou que a insatisfação dos médicos com o secretário pode ter relação com a redução da folha de pagamento da Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) que, segundo ele, passou de R$ 41 milhões para R$ 37 milhões com a retirada de alguns benefícios que não precisavam ser pagos.
Marcos Trad declarou ainda ter interesse em saber se isto é pedido da categoria ou vontade do presidente do sindicato.
Vilela não quis comentar o assunto e se limitou a dizer que “na verdade, eles [médicos] não gostaram da equipe que nós montamos”. O secretário disse ainda ter participado de todas as reuniões com a categoria para discutir a questão salarial.
PROPOSTA
Prefeitura propõe elevar salário-base dos médicos da rede municipal de saúde de R$ 2.516,76 para cerca de R$ 6 mil para jornada de 24 horas semanais e com retirada dos benefícios. A ideia é que, com aumento da carga horária, nenhuma Unidade Básica de Saúde (UBS) feche no horário de almoço.
Hoje, os profissionais têm jornada de 12 e 20 horas por semana e com os benefícios conseguem receber até R$ 5 mil. A categoria aceita o salário com retirada dos benefícios, mas não quer mudança na carga horária.
As propostas serão debatidas em assembleia realizada hoje.