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Gestores de fundos estrangeiros veem risco de fuga de investidores na crise

Gestores de fundos estrangeiros veem <br>risco de fuga de investidores na crise

Redação

19/05/2017 - 13h29
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A crise política, acentuada nos últimos dias com as denúncias contra o presidente Michel Temer, causou um "golpe significativo" na agenda das reformas, principalmente a da Previdência, diz Axel Christensen, estrategista-chefe de investimentos para a América Latina e Iberia da gestora americana BlackRock, em comunicado.

"Como esperado, os investidores saíram dos ativos brasileiros", diz o documento assinado por Christensen. As perspectivas para os mercados dependem da rapidez com que uma solução institucional possa ser alcançada, escreve ele.

"O efeito da situação no Brasil ainda é altamente incerto, enquanto se aguarda a confirmação das acusações, mas uma investigação judicial pode levar a outro processo de impeachment."

Para James Gulbrandsen, chefe de investimentos para a América Latina da NCH Capital, gestora americana especializada em mercados emergentes, se as gravações contra Temer forem comprovadas, o investidor estrangeiro vai concluir que o Brasil não é um Estado de Direito.

"O estrangeiro está mais focado na resolução da corrupção do país. Mas se as alegações forem provadas, o investidor vai resgatar o investimento dele e não vai voltar logo", diz.

Segundo ele, a probabilidade de as reformas trabalhista e da Previdência continuarem neste momento é muito baixa. "Acho pouco provável que as reformas continuem dessa forma, até que essa situação fique mais estável", afirma.

"O governo tem de vender as reformas para a população. Quando aparece que o governo está envolvido em corrupção, é muito difícil de convencer o povo brasileiro sobre as reformas."

CORTE DOS JUROS
Gulbrandsen prevê que o Banco Central diminua o ritmo de corte da taxa básica de juros (Selic). Para ele, há condições de uma redução dos juros, porque a inflação está sob controle, mas provavelmente não será um corte de 1,25 ponto percentual como o mercado estava esperando.

Ele acredita em uma redução de pelo menos 1% na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).

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