O policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon, de 47 anos, acusado de matar empresário, será julgado pela Justiça Comum. A decisão é do juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, que rejeitou o pedido da defesa do PRF para que o processo tramitasse na Justiça Federal.
Segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, a defesa de Moon alegou que deveria ser reconhecida a incompetência da justiça estadual para o processamento do caso tendo em vista que, no momento dos fatos, o acusado teria agido na condição de policial rodoviário federal.
Mas o juiz negou o pedido e pontuou que o policial “não estava em serviço, não estava fardado, não estava em patrulhamento ostensivo de nenhuma rodovia federal, tampouco de sua área de atuação”. Isto porque Moon trabalha na região de Corumbá, mas praticou o crime na Capital.
Garcete reforçou ainda, com base no depoimento do policial, que ele fez a abordagem das vítimas “não por dever de ofício”, mas porque “se sentira vítima de um possível assalto”. Em outras palavras, agiu para resguardar a própria segurança e patrimônio.
O processo, que vai tramitar na Justiça comum estadual, está em fase de alegações finais pela defesa e acusação.
ENTENDA O CASO
O empresário Adriano Correia do Nascimento foi morto por policial rodoviário federal no dia 31 de dezembro, no centro de Campo Grande.
A vítima foi atingida por cinco disparos, constatou a perícia. O crime aconteceu enquanto vítima e dois amigos retornavam de uma casa noturna onde foram comemorar aniversário.
Informações da perícia criminal apontam que Ricardo Moon teria disparado pelo menos sete vezes. O caso ocorreu na Avenida Presidente Ernesto Geisel, entre a Rua 26 de Agosto e a Avenida Fernando Corrêa da Costa, quase em frente à Capela da Pax Mundial.