Cidades

NEGLIGÊNCIA

Mãe de bebê morto após médica negar atendimento é consolada por amigos

Mãe de bebê morto após médica negar atendimento é consolada por amigos

Redação

08/06/2017 - 14h45

A mãe do bebê Breno Rodrigues Duarte da Silva, de 1 ano e meio, que morreu depois que uma médica se negou a prestar socorro, na manhã de quarta-feira (7), foi consolada por amigos e familiares durante o velório da criança, que aconteceu na tarde desta quinta-feira (8), no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju.

A empresária Rhuana Lopes Rodrigues chorava muito e recebeu os cumprimentos de parentes que exibiram camisetas com a foto de Breno com a frase: "Para sempre nosso campeão".

"Meu filho poderia ter sido salvo. Mas a médica nem desceu da ambulância. Ela sequer desceu do carro. Ela chegou às 9h10 e meu filho morreu às 10h26. Nesse tempo ela teria chegado ao Centro Pediátrico da Lagoa ou ao Quinta D'Or", contou a empresária Rhuana Rodrigues. A segunda ambulância só chegou às 11h, mais de meia hora após a morte do bebê.

Rhuana contou que Breno sofria de eplepsia de difícil controle. A criança passou os sete primeiros meses de vida internada com convulções, até ser diagnosticado e ter o quadro estabilizado. Ele estava em internação domiciliar e precisava de respirador nasal para dormir.

"Parei toda a minha vida para me dedicar ao meu filho. Ele era especial e precisava de cuidados constantes. Sempre fui prontamente atendida pelos médicos e pela Unimed sempre que precisamos. Mas desta vez não sabemos o que aconteceu" , disse a mãe de Breno, que está grávida de três meses.

Ela explicou que, por estar em internação domiciliar, o menino só poderia ser transportado de ambulância. Caso decidissem socorrer o bebê por meios próprios, os pais poderiam ser responsabilizados judicialmente.

"Ele estava com uma gastroenterite que foi se agravando. Ele recebia atendimento médico semanalmente. Ligamos para a pediatra dele que disse para interná-lo num hospital. Ligamos pra Unimed e pedimos a ambulância. Se a médica tivesse socorrido o Breno ele ainda poderia estar vivo. Agora, vou morrer com essa dúvida: se eu tivesse levado ele para o hospital meu filho ainda estaria vivo?", indagou.

Os pais de Breno registraram o caso na 16ª DP (Barra da Tijuca) , na noite de quarta-feira. O advogado da família pretende entrar com três processos na justiça. Um criminal contra a médica por homicídio culposo com o agravante de ela ser médica e ter omitido socorro à vítima, um cível por danos morais e um no Conselho Regional de Medicina para que a médica seja penalizada pela conduta antiprofissional.

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