Cidades

sem investimentos

Ações policiais tímidas tornam fronteiras convidativas ao tráfico

Aquisição de scanner veicular para reforço na fiscalização ficou só na promessa

Redação

20/06/2017 - 06h00

Apesar das incursões permanentes de traficantes, que diariamente despejam toneladas de maconha paraguaia no País, via Mato Grosso do Sul, no lado brasileiro da fronteira, as ações repressivas pelos organismos de segurança são demasiadamente tímidas, não havendo investimentos diretos na construção de estruturas ou mesmo aquisição de equipamentos específicos para o enfrentamento desse tipo de crime. 

Até mesmo as supostas operações integradas são inverdades quanto a sua eficácia. Isso porque os grandes volumes da droga frequentemente apreendidos no Estado não são indicadores de uma intervenção policial eficiente, pois, a grande maioria tem ocorrido em meio às ações rotineiras de fiscalização e não por uma atuação direta e planejada.

A fragilidade do policiamento, tanto na fronteira com o Paraguai, por onde entram maconha e armas, quanto com a Bolívia, porta de entrada de cocaína, faz de Mato Grosso do Sul o maior corredor de drogas da América do Sul.

Apesar dessas características, pouco se tem investido na melhoria do aparelho repressivo. Há falta de efetivo, de armamento e de tecnologia.

No fim de semana, por exemplo, a Polícia Federal apreendeu 1,8 tonelada de maconha já em Posselândia (GO). A droga saiu do Paraguai e passou por Ponta Porã e Campo Grande, antes de seguir para Goiás.

Durante a campanha eleitoral e tão logo que assumiu o Executivo, em janeiro de 2015, o atual governador Reinaldo Azambuja prometeu comprar  scanners veiculares para reforçar a atuação policial nas fronteiras. O compromisso caiu no esquecimento. O mesmo acontece com o equipamento adquirido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

*Leia reportagem, de Thiago Gomes e Renan Nucci, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

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use a fachada da Sesau na capa e mantenha a foto de Papy com Dr. Victor Rocha no meio da reportagem, próximo ao trecho sobre o ofício enviado à Prefeitura. Foto: Arquivo Correio do Estado.

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