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Deputado quer derrubar veto para proibir venda de refrigerante em escola

Rinaldo vai conversar com governador para que veto seja reconsiderado

Redação

21/06/2017 - 12h59
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Projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa no ano passado, que proibia a venda de refrigerantes em escolas estaduais de Mato Grosso do Sul, foi vetado pelo Governo do Estado em setembro de 2016, porém, hoje (21), o líder do Governo na Casa, deputado Rinaldo Modesto (PSDB) pediu retirada do veto. "Nem sempre o veto é de opinião do governador Reinaldo Azambuja. Esse, por exemplo, foi vetado pela assessoria jurídica do Estado", explicou o parlamentar.

Rinaldo declarou que vai conversar com o governador para que o veto seja reconsiderado. "O projeto de lei, de autoria do parlamentar Márcio Fernandes (PMDB), é muito importante para saúde das nossas crianças", defendeu.

Um dos argumentos dos deputados é de que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 33,5% das crianças do Brasil estão com sobrepeso e 14,3% obesas. "Além do que, pesquisas indicam que uma lata de refrigerante equivale a 36 gramas de açúcar, 11 gramas a mais do que o recomendado por dia pela OMS", disse Márcio.

No site NBC News, pesquisa aponta que 184 mil pessoas morrem, por ano, devido ao consumo de refrigerantes.

Outro argumento é de que a própria Ambev, Coca-Cola Brasil e Pepsi Brasil divulgaram, no dia 22 de junho de 2016, nota declarando que seus produtos são prejudiciais à saúde e que não seriam mais comercializados em escolas. "Porém, donos de cantinas em escolas compram os refrigerantes em supermercados. Queremos a aprovação da lei para que a ação seja ilegal", finalizou Márcio.

Já a assessoria de comunicação da Coca-Cola Brasil alega que a decisão não foi tomada pelo fato de o produto ser prejudicial à saúde, mas sim porque a empresa entende que a criança não tem maturidade suficiente para tomar decisão de consumo.

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