Cidades

Irrevogável

Envolvido no caso Odebrecht, controlador-geral do Equador renuncia

Envolvido no caso Odebrecht, <br>controlador-geral do Equador renuncia

Redação

21/06/2017 - 08h41
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O controlador-geral do Estado do Equador, Carlos Pólit, apresentou nessa terça-feira (20) renúncia irrevogável ao cargo, em meio a um julgamento politico contra ele no Parlamento, por causa do escândalo de propinas da construtora Odebrecht. A informação é da Agência EFE.

O anúncio sobre a saída de Pólit foi feito pelo presidente da Assembleia Nacional (Parlamento), o governista José Serrano, no Twitter. Ele disse que a carta de renúncia do controlador foi entregue à tarde na Secretaria-Geral do Legislativo.

Pólit, única autoridade do Estado até agora a renunciar por causa do caso Odebrecht, com o qual negou qualquer ligação, está em Miami, nos Estados Unidos, desde o dia 26 de maio, quando viajou com permissão médica.

O presidente da Assembleia Nacional, em rápida entrevista, disse que Pólit enviou a carta de renúncia e anexou um atestado médico escrito em inglês.

A carta de demissão e o atestado médico serão encaminhados à apreciação do Conselho de Administração do Legislativo, para que tome conhecimento e faça contato com os órgãos competentes, que deverão promover outro concurso público para a designação de um novo controlador-geral ou juiz de contas do Estado, acrescentou Serrano.

Ele informou que Pablo Celi ficará como titular até que seja nomeado o novo controlador.

O chefe do Legislativo disse que o julgamento político contra Pólit continua e que, apesar de o acusado poder ser julgado à revelia na Câmara, "ele tem todas as garantias por parte da Assembleia para comparecer e exercer sua defesa".

Carlos Pólit tinha sido convocado para prestar depoimento no próximo dia 27 à Comissão de Controle da Assembleia Nacional, mas é improvável que compareça.

Em dezembro do ano passado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que a Odebrecht havia supostamente pago US$ 788 milhões em propinas em 12 países, incluindo o Equador.

O relatório do Departamento de Justiça diz que no Equador, entre 2007 e 2016, a construtora supostamente pagou propinas no valor de US$ 35,5 milhões para funcionários do governo, o que teria gerado benefícios de aproximadamente US$ 116 milhões.

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