Depois de quase seis anos em que a retirada dos jacarés da Lagoa Maior, principal cartão postal de Três Lagoas, é estudada, finalmente, os animais deverão ser manejados para uma reserva localizada em Brasilândia, com mais de seis mil hectares, possivelmente na manhã desta terça-feira (27).
De acordo com Celso Yamaguti, secretário de Meio Ambiente e Agronegócio de Três Lagoas, a retirada será feita por um grupo de pessoas especializadas de Corumbá, que inclui a pesquisadora da Embrapa Pantanal, Zilca Campos.
“Ela tem muita experiência e já capturou mais de seis mil jacarés junto com a sua equipe. Eles chegarão ao município hoje à noite e então discutiremos como será a melhor maneira de retirá-los”, destacou.
A retirada desses animais, aprovada pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), será feita com o intuito de prevenir acidentes, já que muitas pessoas foram flagradas tocando em jacarés para tirarem fotos; em um caso extremo, um adulto permitiu com que uma criança puxasse a cauda de um deles.
Conforme Yamaguti, a responsabilidade dos animais que habitam na Lagoa Maior é do município e, embora a retirada divida opiniões, é melhor seguir o plano para que não sejam registrados possíveis acidentes, principalmente com as crianças que frequentam a Lagoa.
“É melhor sermos criticados por tomar uma medida preventiva, do que acontecer algum grave acidente e sermos cobrados por não fazer nada”, pontuou.
O secretário explicou ainda que atualmente existe uma média de 15 jacarés, sendo que quatro já medem mais de dois metros e que apenas os maiores serão retirados do local. “Seria praticamente impossível retirar todos; inicialmente, a nossa maior preocupação é com os animais maiores que transitam entre as pessoas”, explicou.
CAPIVARAS
Após a retirada dos jacarés, será estudado o manejo das capivaras. Embora não há um número estimado de quantas habitam a Lagoa Maior, o número cresce a cada dia. A ideia não é tirar todas, porém, o maior número possível.
Em relação a possibilidade de cercar a lagoa, o secretário afirmou que será analisada a proposta com cuidado, pois pode não ser a melhor opção, haja vista que se esse método for aplicado na parte interna da pista de caminhada os locais de pastagem ficarão extremamente reduzidos.
Caso o cercamento aconteça na parte externa, não haverá proteção para que possam tenham acesso aos animais do local.