Cidades

Greve

Município pede multa 10 vezes maior para médicos suspenderem greve

Valor passaria a ser de R$ 100 mil por dia

Redação

29/06/2017 - 07h00

Para forçar os médicos a voltarem ao trabalho regular, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) pediu ao juiz  José Eduardo Meneghelli, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Campo Grande, para aumentar em dez vezes o valor da multa diária fixada à categoria em caso de descumprimento de liminar concedida na semana passada, que impede a greve da categoria.

Atualmente, a multa é de R$ 10 mil, mas se o juiz acolher o pedido do município, a punição irá para R$ 100 mil. 

Como a categoria pretende parar por dez dias, a multa contra o Sindicato dos Médicos (Sinmed) poderá chegar a R$ 1 milhão.  

“Vamos manter por enquanto. Estamos aguardando uma contraproposta da prefeitura. A gente pediu reajuste de 27,5% na primeira vez que sentamos para negociar. Mas não somos alheios, e sabemos das condições do município. Só precisamos negociar, porque os 6% oferecidos pra nós não é negócio, vão aumentar apenas nos plantões, queremos reajuste no salário-base”, disse o diretor de Comunicação da entidade, Renato Figueiredo. 

Ele informou  ainda que a categoria também rejeitou a proposta por prever demissões de profissinais no pronto atendimento das unidades 24 horas - que são dez na cidade. “Isso é inviável. Estamos trabalhando com deficit. Já diminuiu muito o quadro”, afirmou. 

Hoje deve acontecer uma reunião entre a categoria e a prefeitura, onde será apresentada contraproposta do município. 

Enquanto a “queda de braço” entre prefeitura e Sinmed continua, é a população que sofre as consequências, com longas filas de espera e atedimento precário. Até agora a Secretaria Municial de Saúde (Sesau) já confirmou queda de 22,9% nos atendimentos realizados durante o período de grave. 

No dia 20 de junho foram 3.135 pessoas atendidas nas unidades de saúde 24 horas, enquanto dois dias atrás - 27 de junho - foram 2.416.

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