Cidades

tinha droga perto

Perícia vai indicar o que causou morte de preso na Máxima

Jonathan Carlos Azevedo da Silva foi encontrado caído

Redação

12/07/2017 - 18h47

Laudo da perícia criminal deve concluir o que causou a morte do preso Jonathan Carlos Azevedo da Silva, de 30 anos. Ele foi encontrado morto na tarde de hoje no Presídio de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho, em Campo Grande.

Ele estava caído nos fundos do pavilhão 2, Ala B, segundo a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen). O órgão divulgou que não havia sinais aparentes de violência, mas preliminarmente trabalho dos peritos indicou que pode ter ocorrido luta. Perto do detento havia entorpecente, indicado como pasta base, que sugere que houve overdose.

A Agepen informou que apura as circunstâncias da morte do interno, bem como tentará averiguar como a droga entrou no presídio de Segurança Máxima.

Jonathan Carlos estava preso em Mundo Novo e fora transferido para a Capital. Ele respondia por tráfico de drogas e furto. O preso chegou a Campo Grande em 26 de junho deste ano, depois de determinação judicial para ocorrer a transferência.

"O corpo foi encontrado pelos agentes penitenciários por volta das 15h30min, durante o fechamento do banho de sol dos detentos. O local foi isolado e a perícia técnica da Coordenadoria Geral de Perícias foi chamada para os levantamentos necessários e coleta de provas. O caso será investigado pela Polícia Civil", divulgou nota da Agepen.

O funeral será custeado pelo governo do Estado e a família já foi avisada sobre a morte. A 3ª Delegacia de Polícia Civil ficou com a investigação do caso.

SEQUÊNCIA DE MORTES

Já morreram neste ano na Máxima, em Campo Grande: Luiz Fernando da Silva dos Santos (27/06), José Alves do Ouro Filho (26/06), Manoel Gamarra (05/05) e Júnior César Franco Prieto (13/01).

O delegado Paulo Sá, que investiga mortes na penitenciária, reconheceu que é difícil identificar a autoria, com isso os culpados costumam escapar de punição.

“Se a lei do silêncio já é imperiosa nas ruas, imagina no interior do presídio. É uma investigação árdua, mas a Polícia Civil tem índices de 70% a 80% de apuração da autoria, vamos tentar fazer esses indíces refletirem também dentro dos presídios.”

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