Pelo menos 250 taxistas de Campo Grande trabalham de maneira irregular por terem fraudado documento federal da Previdência Social.
É o que afirma denúncia feita por ex-taxista e investigada pelo Ministério Público Estadual (MPE). Inquérito aberto na semana passada verifica “suposta falsificação de documentos para o fim de renovação da autorização para a condução de táxis”.
A investigação, como comentou o promotor à frente do caso, Adriano Lobo Viana de Resende, da 29ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, ainda está incipiente e carece de mais detalhamentos. Por enquanto, baseia-se somente na denúncia do taxista cassado José Carlos Áquila, que é presidente da Associação dos Taxistas Auxiliares de Campo Grande (Assotaxi).
Pelo relato, existe “máfia de falsificações” dentro da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), que tolera e ainda auxilia na fraude da Declaração de Regularidade da Situação do Contribuinte Individual (DRSCI).
Tal declaração precisa ser emitida todos os anos para que os motoristas continuem exercendo a profissão. Pelo menos oito parcelas ao ano precisam ser pagas para que a Previdência libere o documento.
*Leia reportagem, de Lucia Morel, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.