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Ministro da Justiça diz que operação acaba "com mito do crime organizado"

Ministro da Justiça diz que operação acaba "com mito do crime organizado"

Redação

05/08/2017 - 20h00
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O ministro da Justiça, Torquato Jardim, defendeu a operação realizada pelas Forças Armadas no Rio, neste sábado (5), que terminou com dois mortos e 18 presos. Ele disse que a razão principal da operação é apoiar "o povo" da cidade.

Desde o início da madrugada, 4.931 militares das Forças Armadas e policiais ocupam várias comunidades na cidade.

De acordo com o balanço da Secretaria de Segurança do Rio, dois homens morreram até agora. Dos 40 mandados de prisão expedidos pela Justiça, 15 foram cumpridos, sendo apenas seis nas ruas. Outros três foram presos em flagrante durante a operação.

Uma morte aconteceu no Complexo do Lins. A outra no Morro São João. As duas comunidades ficam na zona norte.

"A razão principal é reafirmar o apoio ao povo do Rio. Estamos aqui para ajudar", disse Torquato.

"O governo unido pode, o governo unido faz, o governo unido acontece. Os órgãos de inteligência somados já estão a produzir resultados marcantes. O primeiro é acabar com o mito do crime organizado e poderoso", acrescentou o ministro da Justiça.

Segundo o balanço da secretaria, outros dois adolescentes foram presos e 16 carros apreendidos, além de três pistolas e duas granadas.

A ação deste sábado marca o começo da segunda fase da integração da segurança estadual com as Forças Armadas.

SEM FALHAS

O secretário de Segurança do Rio, Roberto Sá, classificou a operação de "exitosa".

"Está acontecendo sem nenhum incidente. Mas ao final da operação que está em curso, faremos um briefing com todas as forças e com toda a humildade para buscar o aperfeiçoamento permanente. Nesse momento não identificamos nenhuma falha", disse o secretário.

Ao ser questionado sobre a baixa resistência dos criminosos durante a operação, Sá afirmou que "é bom para todos" que poucos confrontos tenham ocorrido.

"Isso é bom. Não estamos em busca de confronto. O nosso desejo é fazer prisões. Os confrontos acontecem porque os criminosos dão o primeiro tiro. Se ele evadir e não tiver confronto, é melhor para todos. A prisão vai acontecer em outro momento. Eles se intimidaram e não fizeram o confronto", disse o secretário.

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