Cidades

Baixo efetivo

Polícia Civil também perde com aumento das aposentadorias

Receio com reforma da Previdência gera desfalque no quadro de delegados

Redação

25/08/2017 - 06h00

Não é só a Polícia Militar que sofre baixa de efetivo por causa das incertezas geradas pela reforma da Previdência, em tramitação no Congresso Nacional. Na Polícia Civil, 26 delegados aposentaram-se no ano passado.

O temor dos integrantes desta corporação é de que o concurso em andamento – para contratação de delegados, escrivães e investigadores – não acabe com a escassez de material humano. 

Segundo a Associação dos Delegados de Polícia do Estado (Adepol-MS), são 228 servidores com aposentadoria ativa, dos quais 26 tiveram acesso ao benefício a partir do ano passado.

O total de aposentadorias representa 86,6% do total de vagas oferecidas para o cargo no atual concurso público realizado pela Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

De acordo com a delegada Regina Márcia Rodrigues de Brito Mota, presidente da Adepol, o efetivo enxuto leva ao acúmulo de trabalho e compromete o atendimento à população.

Hoje são 195 lotados, mas a Lei Orgânica da Polícia Civil sugere que fossem 330. Na fronteira com o Paraguai, por exemplo, onde a violência é presente principalmente por causa do avanço do crime organizado, dos oito municípios ligados à Delegacia Regional de Ponta Porã, quatro estão sem delegado por motivos de aposentadoria, afastamento, férias e licença. São eles: Antônio João, Coronel Sapucaia, Paranhos e Tacuru. 

Ao todo, são 23 cidades sem delegado: na Delegacia da Mulher de Jardim e nas DPs de Anaurilândia, Antônio João, Bodoquena, Caracol, Corguinho, Coronel Sapucaia, Dois Irmãos do Buriti, Eldorado, Itaquiraí, Laguna Carapã, Paranhos, Rio Negro, Santa Rita do Pardo, Tacuru, Taquarussu, Vicentina, Jaraguari, Jateí, Juti, Paraíso das Águas, Pedro Gomes e Porto Murtinho.

*Leia reportagem, de Renan Nucci, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

 

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