Cidades

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Polícia vai investigar denúncia de suposta multa irregular em parquímetro

Agente registrou ocorrência por difamação após empresário postar vídeo

Polícia Civil vai investigar suposta irregularidade em multa aplicada por fiscal da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), em Campo Grande.

Empresário gravou um vídeo e postou em rede social alegando que foi multado mesmo tendo crédito no parquímetro. Por outro lado, o fiscal alegou que há procedimento técnico que envolve testar o parquímetro.

O agente registrou boletim de ocorrência por calúnia, afirmando que motorista inseriu os créditos após o auto de infração.

Em nota, Prefeitura de Campo Grande informou que a denúncia feita pelo empresário é improcedente e que o motorista abasteceu os créditos após verificar o agente lavrando a notificação e só depois gravou o vídeo.

Na postagem, o empresário, de 39 anos, que deixou o carro estacionado na Rua Quinze de Novembro, em frente ao seu estabelecimento comercial, afirma que havia créditos no parquímetro, mas que mesmo assim foi multado. Após a publicação, várias pessoas comentaram, na maioria, ofendendo o agente de trânsito. 

OFENSAS

Por conta da situação, o agente, de 51 anos, procurou a Delegacia de Polícia Civil e registrou boletim de ocorrência por difamação e injúria contra funcionário público em razão de suas funções.

Conforme o agente, ele realizava fiscalização no local e verificou que o parquímetro onde estava o veículo do empresário estava zerado, em ambas as vagas, e conforme é o procedimento, fez inserção de créditos nas vagas para verificar se o equipamento estava funcionando e creditando os minutos.

Segundo laudo técnico fornecido pela empresa concessionária do serviço, a Flexpark, o agente inseriu seu chaveiro, constatou que o equipamento estava funcionando normalmente e passou a lavrar o auto de infração.

Ainda segundo versão do servidor público, ao perceber que seria multado, empresário saiu de seu comércio, inseriu 30 minutos de crédito na vaga, com seu chaveiro, e disse que seria injusto ser multado, mas foi informado que por conta da constatação da infração, o auto já estava sendo preenchido e não havia possibilidade de anulação.

FILMAGEM

Neste momento, ele pegou o celular, tirou foto do agente e do parquímetro e se afastou. Servidor afirma que não percebeu que estava sendo filmado e só ficou sabendo do vídeo após postagem no Facebook, onde o empresário e seu sócio afirmavam: “Alguém poderia me explicar se isso não é indústria de multa? Deve ser perseguição, (e )se for, esse agente deve ser demitido”. Ambos os perfis já deletaram a publicação.

O agente relata ainda que vídeo começou a ser filmado após o empresário inserir os créditos e não aparece a parte onde ele teria sido ofendido, além de que a publicação teve vários compartilhamentos, onde outros usuários da rede se referem a ele com palavras de baixo calão.

VERSÃO EMPRESÁRIO

Portal Correio do Estado tentou contato com o empresário para saber a versão dele sobre os fatos, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.

Em nota, prefeitura confirma versão do agente de trânsito, de que créditos foram abastecidos após a multa, "tanto que as próprias fotos por ele [empresário] tiradas mostram o tempo de 29 minutos, sendo que o mínimo possível de abastecimento é de 30 minutos, o que prova que ele carregou o parquímetro segundos após o início da notificação".

Ainda segundo a prefeitura, um guarda civil municipal acompanhou a cena e é testemunha em favor do agente de trânsito e que o mesmo proprietário do veículo tem acumulada três multas por uso irregular de estacionamento só no primeiro semestre do ano de 2017, todas registradas por diferentes agentes de trânsito.

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