A prefeitura de Campo Grande vai escalar presos para o trabalho de conservação dos cemitérios municipais. Inicialmente, o projeto deve começar com 40 apenados do regime semi-aberto.
A medida será efetivada por meio de termo de cooperação entre as secretarias municipais de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur), Infraestutura e Serviços Públicos (Sisep) e Finanças e Planejamento (Sefin) com o governo do estado, via Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).
“A prefeitura quer entregar à população os cemitérios totalmente revitalizados e prontos para as pessoas fazerem suas homenagens”, disse o prefeito Marcos Trad (PSD) ao portal de notícias da prefeitura.
Conforme o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira, este tipo de parceria já foi realizada com dez prefeituras no Estado. “Estamos retomando o que é muito importante, pois desta forma ressocializamos e inserimos na sociedade a mão de obra do preso”, declarou, também ao portal da prefeitura.
De acordo com a legislação, os presos que participarem do projeto terão direito a receber pelo menos 3/4 de um salário mínimo, mais 1/4 de salário mínimo em alimentação. Os apenados terão direito ainda a redução de um dia de pena, a cada três dias trabalhados.
CEMITÉRIOS MUNICIPAIS
Entre janeiro e junho deste ano, foram realizados 935 sepultamentos nos três cemitérios públicos municipais, média de 155 por mês.
O maior cemitério de Campo Grande, o Santo Amaro, foi fundado em 1961 e tem mais de 41,2 mil sepulturas. Já o São Sebastião tem 28,2 mil sepulturas, e o Santo Antônio, onde não é mais feito sepultamento, tem 14,2 mil covas.