Cidades

SUPERAÇÃO

Bebê recebe alta depois de sete meses de internação na Santa Casa

Pai de Dhyeslley perdeu emprego para cuidar da filha

Redação

12/09/2017 - 17h06

Após nascer de parto normal, prematuramente, bebê gemelar tem alta depois de sete meses de internação no Hospital da Santa Casa de Campo Grande. Esse é o drama de Dhyeslley Vitória. Ela nasceu no município de Camapuã e devido a complicações no parto, teve de ser transferida para a Capital.

Dhyeslley teve paradas cardiorrespiratórias, hidrocefalia entre outras complicações, mas resistiu à cirurgia e traqueostomia e ontem à tarde recebeu alta, podendo voltar para sua casa em Camapuã, onde moram seus dois irmãos e sua mãe.

O grande companheiro da bebê é seu pai, Luis Carlos de Azevedo, que esteve durante os sete meses ao lado de Dhyelley, na Santa Casa. Ele acabou perdendo o emprego para poder cuidar da filha. 

A mãe, Valéria Pereira Lemos, teve que ficar em Camapuã cuidando da outra irmã de Dhyeslley, também de sete meses e de seu irmão mais velho, de três anos de idade. 

De acordo com assessoria da Santa Casa, Dhyeslley teve alta após um mês de internação mas, por não ter condições de respirar sozinha, a bebê ficou por mais seis meses a espera de aparelho. 

O aparelho chamado BIPap custa R$ 40 mil e a família não tinha condições de comprá-lo. Por esse motivo, entraram na Justiça e conseguiram o respirador. “Só o custo da internação da bebê aqui  no hospital compraria o aparelho, pois são R$ 4 mil reais de aluguel, por semana, o custo desse aparelho para a Santa Casa”, afirmou a assessoria. 

Dhyeslley nasceu de 36 semanas e cinco dias, com 1.944 kg. No primeiro mês a bebê permaneceu internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) neonatal da Santa Casa, mas no segundo mês ela já foi transferida para a Enfermaria de Cuidados Intermediários (ECI), onde permaneceu por mais seis meses.

Devido a demora em ir para casa, por falta do aparelho, Dhyeslley teve infecção generalizada e o quadro dela piorou. Isso fez com que a bebê ficasse, por alguns meses, internada no Centro de Tratamento Intensivo (CTI).

A assessoria do hospital elogiou a atitude do pai de Dhyeslley. “Ele foi incrível. Ajudava no cuidado da filha. Aspirava as secreções dela e fazia tudo que era necessário”.

Na enfermaria onde a bebê ficou internada por seis meses, tem sete leitos e todos estão ocupados, apenas o da Dhyeslley que está vago agora.

Mais dois pacientes que ainda estão internados na ECI estão aguardando o mesmo aparelho que Dhyeslley esperou por seis meses. 

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