Prefeito de Campo Grande, Marcos Trad durante assinatura que aconteceu hoje, de Acordo de Cooperação com Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União, falou sobre a polêmica que se deu em torno do quadro de artista plástica mineira que estaria fazendo apologia à pedofilia. “Confesso que alguns não me trouxeram impacto visual. Mas em dois quadros que vi, acredito que seria mais prudente ter colocado idade mínima de 16 anos”, opinou o prefeito.
Deputados estaduais abriram boletim de ocorrência, na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) pedindo que policiais interferissem na mostra, o que resultou na retirada do quadro pelo delegado, Fábio Sampaio na tarde de ontem (14).
Os quadros, de acordo com a coordenadora do Museu de Arte Contemporânea (MARCO), Lúcia Monte Serrat, ficam em sala reservada e o público com idade mínima de 12 anos era escolhido estrategicamente pela artista. “Era um debate muito positivo, as crianças entravam na sala e explicávamos para elas os prejuízos que a pedofilia e a violência sexual acarretam às famílias”, explicou a coordenadora.
Mas o prefeito acredita que a advertência e a explicação aconteceu apenas depois que surgiu a polêmica. “Acredito que essa advertência aconteceu depois desse episódio”, ratificou ele.
Ontem (14) à tarde, um dos quadros da mostra foi levado pelo delegado Fábio que alegou ter indícios de apologia à pedofilia.
A coordenadora do museu foi chamada para prestar depoimento na DPCA, na tarde de hoje porém, de acordo com o MARCO, a declaração de Lúcia foi adiada, mas ainda não tem data marcada.
A exposição da artista mineira, Alessandra Cunha Ropre, está no MARCO desde junho deste ano e se encerra no dia 17 de setembro, próximo domingo.