Cidades

NA CAPITAL

Sem contrato, prefeitura reduz alcance do tapa-buraco

Atuais contratos emergenciais serão encerrados

Redação

19/09/2017 - 06h00

Dentro de oito dias, a Prefeitura de Campo Grande estará com apenas três equipes atuando no serviço de tapa-buraco nas ruas.

Com o encerramento de contratos emergenciais de sete empresas no dia 27 e com a licitação para novos ainda em andamento, a gestão municipal ainda não sabe como garantir a manutenção dos trabalhos.

Ontem, conforme a assessoria de imprensa da administração municipal, 20 empresas apresentaram propostas, as quais devem ser analisadas, mas “sem prazo determinado para finalização das suas fases”. 

Na semana passada, o secretário de Infraestrutura, Rudi Fiorese, afirmou que tentará cobrar celeridade na avaliação das empreiteiras para chegar ao resultado o mais rápido possível. Em nota, a prefeitura informou, no entanto, que “o processo licitatório seguirá os trâmites normais”.

A prefeitura tem apenas três equipes próprias de tapa-buraco. Com as empresas, são pelo menos 30 atuando em toda a Capital.

A redução drástica do serviço pode fazer com que as ruas fiquem, mais uma vez, como um “queijo suíço”. Outro risco é a chegada do período de chuvas, entre outubro e dezembro, que pode abrir todos os buracos já tapados até agora.

Até março deste ano, empreiteiras que realizavam os serviços estavam contratadas desde 2010 e os contratos não podem mais ser renovados, pois foram encerrados. A partir de então, contratação emergencial foi feita para acelerar os trabalhos, que ficaram “a passos de tartaruga” no fim do ano passado.

No entanto, os contratos de emergência têm prazo legal a ser respeitado e podem viger por apenas 180 dias, sem prorrogação.

O início da vigência foi em 27 de março, dois meses após parceria entre a prefeitura e o governo estadual ser firmada para liberação de R$ 20 milhões para o serviço, sendo R$ 10 milhões da gestão municipal e o restante do Estado. Tais contratos, de março para cá, foram reajustados em R$ 4,8 milhões, saindo de R$ 19,5 milhões para R$ 24,3 milhões.

De lá para cá, muitos buracos foram tapados, alcançando, segundo o prefeito Marcos Trad (PSD), mais de 80% da cidade. No entanto, ainda há várias ruas esburacadas, como, por exemplo, nos bairros Imá e Santo Antônio.

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