Cidades

assalto

Quadrilha tinha 'infiltrados' para roubar carga das Casas Bahia

Criminosos tinham como alvo principal aparelhos celulares de luxo

Redação

26/09/2017 - 17h56

A Polícia Civil prendeu quatro integrantes de quadrilha especializada em furtos e roubos de cargas em Campo Grande.

Funcionários de empresa terceirizada das Casas Bahia ajudavam com informações privilegiadas enquanto os demais suspeitos agiam. Aparelhos celulares de luxo eram os alvos das ações e objetivos roubados totalizaram cerca de R$ 20 mil. A prisão dos investigados foi ontem (25).

Foram presos Jucelino Flávio Macedo Neto, de 45 anos; Aneides Moreira Tristão, 51; Marcínio Mariano Martins, 40, e Teyla Pereira dos Santos, de 41.

Um interno do presídio de segurança máxima, Milton Motta Junior, de 42 anos, conhecido como “Juninho Burguês”, marido de Teyla, também participava do esquema dando ordens de armazenamento dos produttos. Há outro suspeito foragido.

Conforme o delegado Carlos Delano, da Delegacia Especializada na Repressão a Roubos e Furtos (Derf), prisões aconteceram junto ao Grupo de Operações e Investigações (GOI).

A quadrilha pode ter começado agir em Campo Grande em março a partir de informações repassadas por Jucelino e Aneides, funcionários de empresa contratada pela Casas Bahia para transportar produtos.

Devido a furtos anteriores a cargas de aparelhos celulares, a empresa teria aderido à uma gaiola soldada dentro do baú do caminhão para poder transportar os aparelhos, mas no dia 19 de setembro, o grupo criminoso cometeu roubo porque os investigados não conseguiram levar os equipamentos sem ameaçar funcionários.

"No dia 19 o motorista do caminhão chegava no pátio para levar a carga para Paranaíba quando flagrou Marcínio e o outro suspeito mexendo na carga. Eles renderam a vítima e começaram a rodar pela cidade buscando solução para retirar as caixas dos celulares de dentro desta gaiola", disse Delano.

Os dois criminosos começaram a trocar mensagens de áudio através de aplicativo de celular e por um descuído, de acordo com o delegado, mensagem de voz enviada por Jucelino a Marcínio fez com que a vítima reconhecesse um dos supeitos, pois ambos trabalhavam juntos.

Após conseguirem roubar a carga, vítima foi liberada às 3h da manhã. Polícia Civil ficou ciente do crime e depois de investigações chegaram até Jucelino e Aneides, seguido por Marcínio e Teyla, esta última era responsável por armazenar parte da carga. Parte do que foi roubado foi apreendida em casa no Bairro Universitrário, na Capital.

Televisores, aparelho de DVD, telefones fixos, liquidificadores, vídeo game e dez aparelhos celulares foram recuperados. Entretanto, polícia suspeita que outra parte da carga esteja com o quinto suspeito envolvido. Investigadores seguem no encalço para prendê-lo.

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