O Rádio Clube tem até esta sexta-feira para apresentar à prefeitura cronograma de obras para restauração da sede central, localizada na Rua Padre João Crippa, em Campo Grande.
O descumprimento do prazo pode acarretar no embargo das obras do Edifício Vertigo, conhecido como “Cupinzeiro”, que se propõe a ser o mais alto da Capital.
A instituição, que no ano passado tornou possível o lançamento do empreendimento da HVM ao vender seu “potencial construtivo” à incorporadora, tinha até o dia 5 de maio deste ano para concluir a reforma de sua antiga sede – tombada como patrimônio histórico.
Somente desta forma seria possível a construção do edifício – que terá 35 pavimentos e 110 metros de altura – na região, onde as edificações podem ter, no máximo, metade dos 18 mil metros quadrados.
De acordo com a diretora-presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), Berenice Maria Jacob Domingues, as obras de restauração devem ter início assim que o cronograma for apresentado. “Se a restauração não foi feita, teremos de informar o secretário de Meio Ambiente para tomar a providência cabível, que no caso seria o embargo da obra”.
O termo de transferência do potencial construtivo do Rádio Clube para a HVM foi firmado em 4 de novembro do ano passado.
A partir desta data, o clube teve 180 dias para recuperar a edificação tombada, por meio de obras de “reparo de patologias”, manutenção, segurança, substituição da fiação elétrica, adequação para valorização da edificação com a escolha de cores, iluminação cênica e paisagismo adequado.