Integrantes de Movimentos Sem-Terra ocuparam na manhã de hoje o prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Campo Grande. Eles seguem protesto nacional e pedem mais celeridade no processo de distribuição de terras no País e no Estado.
Ao menos nove grupos chegaram ao local por volta das 6h30 desta quarta-feira e a expectativa das lideranças dos movimentos é da adesão de mil manifestantes.
Coordenadora da Organização Luta pela Terra (OLT), Maria Bueno comentou que a reivindicação é para acelerar liberação das vistorias nas fazendas de Mato Grosso do Sul e negociação das terras já escolhidas para reforma agrária. “Estamos aguardando há dois anos e nada”, declarou.
Ronildo Lopes, que coordena o grupo MST no Estado reforçou que se trata de uma ocupação pacífica realizada em todo o País. “Têm 10 anos que não tem nenhum novo assentamento aqui”, reclama.
Os grupos estão do lado de fora do prédio e avaliam a possibilidade de bloquear a Rua 25 de Dezembro, onde o Incra está situado.
PROTESTO
Os manifestantes levaram colchões e prometem ficar no local, ao menos, até terminar a reunião de representantes dos movimentos pela reforma agrária com o Ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha. O encontro está agendado para às 15h de hoje em Brasília.
O MOVIMENTO
O protesto nacional começou um dia após o Dia Mundial da Alimentação, que ocorreu na segunda (16). Os manifestantes querem mudança no modelo de agricultura, saindo da atual agricultura, considerada por eles como "envenenada", para uma agricultura agroecológica.