Cidades

Levantamento

Dívidas em atraso geram ansiedade em 69% dos consumidores

25% dos inadimplentes admitiram ficar desatentos e menos produtivos

Redação

19/10/2017 - 12h13
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O percentual de consumidores brasileiros que sofrem de ansiedade por causa de dívidas atrasadas por mais de 90 dias subiu de 60%, em setembro do ano passado, para 69% no mesmo mês deste ano, segundo levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Outros sentimentos apontados pelos consumidores inadimplentes são insegurança (65%), estresse (64%), angústia (61%), desânimo (58%), culpa (57%), baixa autoestima (56%) e vergonha perante a família e amigos (51%). Os principais efeitos incluem ficar facilmente irritado (52%) ou mal-humorado (49%), além de ter menos vontade de sair e socializar (45%).

A inadimplência afeta a vida profissional, já que 25% dos inadimplentes admitiram ficar mais desatentos e menos produtivos, alta de 9 pontos percentuais em relação a 2016. Ainda, 21% disseram que perdem a paciência e se irritam com facilidade ao lidar com colegas no serviço.

Vícios

Inadimplentes também recorrem a vícios. Pelo menos 21% deles admitiram descontar os problemas no cigarro, em comida ou no álcool. Enquanto alguns sofrem de insônia (44%) e descontam a ansiedade comendo mais (34%), outros acabam desenvolvendo atitudes contrárias, como perda de apetite (35%) e vontade fora do normal de dormir (36%).

Foram constatadas também atitudes agressivas em 18% dos consumidores com dívidas, sendo que 14% apelaram para agressões físicas. O maior temor com relação às pendências atrasadas é não conseguir pagá-las (36%), ser considerado desonesto pelas pessoas (11%), não conseguir parcelas compras (9%), não arrumar emprego (9%) e não poder mais fazer empréstimos (7%).

Economia

Tentando sanar as contas no vermelho, 76% dos inadimplentes disseram ter deixado de fazer compras parceladas usando cheques, cartões e carnês. Além disso, 74% fizeram cortes ou ajustes no orçamento e 47% deixaram de comprar itens de primeira necessidade.

Nem todos, porém, optaram por economizar, já que 45% admitiram que não deixaram de comprar alimentos supérfluos (como iogurtes, congelados e bebidas) e 36% não deixaram de sair para se divertir. Os que não abrem mão de adquirir, de forma parcelada, roupas e calçados são 29% dos endividados.

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