Buscando aumentar sua arrecadação, a Prefeitura de Campo Grande vem multando desde a última semana donos de imóveis que realizaram ampliações ou construções sem autorização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur).
O problema é que as irregularidades foram identificadas em 2015 e um ano depois, os responsáveis pelas obras pagaram Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) já reajustado, decorrente das alterações nos locais.
Os alvos são, sobretudo, moradores da periferia de Campo Grande. A informação foi confirmada por meio de nota da prórpia secretaria. A Pasta usou como parâmetro para as multas o recenseamento geográfico feito por satélite em 2015, ainda na gestão de Alcides Bernal (PP).
Chamado de “Cidade Inteligente”, o trabalho reuniu informações de geoprocessamento, fotos aéreas de alta resolução, banco de dados cadastrais, além de vistorias em campo, alega a prefeitura, que ressaltou a necessidade de evitar perda financeira com a não cobrança.
Os munícipes têm prazo de 15 dias para tentar impugnar a infração, indo à Central de Atendimento ao Cidadão, na região central, munido de documentos que justifiquem suas alegações. O valor pode ser parcelado em até dez vezes.
Moradores multados reclamam do fato de o IPTU que pagavam antes das obras terem sido reajustados já em 2016, o que, para eles, caracteriza a regularização.
A vendedora Marenilce Pereira de Sena, 39, também se assustou quando recebeu a multa de R$ 2.997,00 pelos 88 metros quadrados a mais de uma edícula que anexou à sua casa, no Jardim Imã (região norte).
*Leia reportagem, de Rafael Ribeiro, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.