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patrimônio

Rádio Clube acusa MPE por má estrutura do prédio

Entidade enfatiza que restauração foi aprovada pela Planurb

Redação

22/11/2017 - 05h00

Sem resolver efetivamente a situação do prédio da sede do Rádio Clube, membros da diretoria da entidade agora tentam encontrar “culpados”.

O Ministério Público do Estado (MPE) e a Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb) estão entre os órgãos apontados como responsáveis pelo caos do edifício, que deveria estar conservado por ser tombado como patrimônio de Campo Grande há cinco anos.

“A empresa que está fazendo a reforma do telhado [Construtora Bergamo] foi nomeada pelo MPE e devidamente contratada pelo Rádio. Me parece que só há uma credenciada e autorizada pelo Ministério Público a restaurar patrimônio histórico. Estão querendo detonar o nosso Rádio Clube sem saber a verdade”, disse um membro da diretoria, que não será identificado na reportagem.

“A empresa foi contratada a peso de ouro, mas [os funcionários] foram embora na sexta-feira [17] e esqueceram de cobrir (o telhado”), concluiu. Essa foi a explicação dada para a bailarina Nidal Abdul, que precisou cancelar evento árabe que ela realizava no local no sábado (18).

Elementos decorativos do teto do clube caíram. O salão principal do lugar ficou embaixo de água, pois, sem as telhas, houve vários pontos de goteiras e água escoando pelas paredes. 

O presidente da entidade, Antônio Pereira de Souza, quando procurado pela reportagem, se esquivou de responsabilizar o MPE, mas apontou que a Planurb teve ciência do acordo firmado. 

*Leia reportagem, de Natalia Yahn, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

 

 

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