Os órgãos doados pela família de Lucas Henrique de Souza Mateus, de 21 anos, vítima de atropelamento, saíram da Santa Casa hoje, por volta do 12h20, em um voo comercial até o Hospital das Clínicas, em São Paulo.
Conforme informou a assessoria de imprensa da unidade em Campo Grande, o coração foi encaminhado para o Instituto do Coração (Incor), que faz parte do Hospital das Clínicas. Este órgão não "sobrevive" mais do que quatro horas fora do corpo, por isso, a transferência é feita com urgência.
Um dos rins será destinado a paciente de Mato Grosso do Sul e as córneas, que podem esperar até 14 dias, vão para o banco de órgãos da Santa Casa. A hipótese é de que o corpo seja liberado para a família no início da tarde.
ACIDENTE
Lucas foi atropelado por um carro Hyundai HB20 na madrugada de sábado (25), no cruzamento das ruas Euclides da Cunha e Ceará. O motorista, o acadêmico de Medicina Rodrigo Souza Augusto, 26 anos, estava embriagado. Conforme o delegado Mário Donizete Ferraz de Queiroz, titular da 1ª Delegacia de Polícia da Capital, no dia do acidente Rodrigo foi autuado por lesão corporal grave culposa.
Como a vítima foi para o hospital e teve morte cerebral atestada ontem, o inquérito passa a ser de homicídio culposo. No entanto, o delegado afirmou que, se comprovado que o motorista assumiu o risco, a tipificação muda novamente, e ele responderá por homicídio doloso - quando há intenção de matar.
Rodrigo fez o teste do bafômetro e em depoimento relatou que estava trafegando em torno de 60 km/h, sendo a velocidade máxima permitida na via de 50 km/h. O teste resultou em 0,85 miligramas de álcool por litro de sangue, mas o limite máximo para não ser preso é de 0,3 mg/l.
O estudante ficou preso na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) centro de sábado até domingo, e pagou R$ 50,5 mil de fiança para sair da cadeia. Além da fiança, o estudante está proibido de se ausentar da cidade sem prévia autorização judicial e deve entregar seu passaporte em cartório.