Cidades

Operação Bolsão

Gaeco deflagra operação contra corrupção em municípios de MS e SP

Estão sendo investigados quatro crimes, entre eles, extorsão

Yarima Mecchi

18/12/2017 - 08h59
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O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou nesta manhã (18) a segunda fase da Operação Bolsão, que foi denominada Padrinho. Nesta etapa estão sendo investigados os crimes de corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro e concussão, extorsão praticada por funcionário público.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPE-MS), as diligências estão sendo realizadas em Paranaíba (MS), Aparecida do Taboado (MS) e Ribeirão Preto (SP). Ainda não há informações sobre quantos mandados estão sendo cumpridos e quais são os alvos da operação.

PRIMEIRA FASE

No dia 13 de fevereiro deste ano o MPE deflagrou a primeira etapa da operação em quatro cidades do Estado na região do Bolsão: Cassilândia, Paranaíba, Chapadão e Aparecida do Taboado.

Na ocasião, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão. Dentre os alvos estavam as agências fazendárias de Cassilândia e Paranaíba e a sede da Secretaria de Estado de Receita e Controle de Paranaíba. Foram quatro mandados de prisão temporária e seis mandados de condução coercitiva, dentre eles de dois auditores fiscais lotados nas cidades de Paranaíba e Cassilândia.

As residências dos investigados foram alvos de busca e escritórios de contabilidade, também. No início do ano a operação envolveu seis promotores de Justiça e 32 policiais militares.

A investigação apurou a prática dos crimes de associação criminosa, concussão e falsidade ideológica, tendo como vítimas empresários destas localidades que, a pretexto de terem reduzidas ou perdoadas dívidas junto ao fisco estadual, eram compelidos a pagar propina a auditores fiscais do Estado, que se valiam de terceiros e contadores para a exigência da propina e seu recebimento.

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