A Polícia Civil de Campo Grande vai apurar informações de que o servente de pedreiro Edivânio Teodoro da Silva, 32 anos, foi morto a facadas por mulher, de 33, por na verdade ter assediado a filha dela, de 15, durante churrasco de Revéillon, que acontecia na noite deste domingo. A informação foi dada por familiares das mulheres.
Um dos objetivos dos policiais é esclarecer a razão pela qual Silva correu atrás da adolescente armado com uma faca, fato que motivou a mulher a também se armar para proteger a filha.
À Polícia Militar e na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), familiares e amigos contaram que Silva vinha importunando a jovem, que em determinado momento reagiu e o ofendeu. Fora de si pelo uso de bebidas alcoólicas e drogas, Silva agrediu a adolescente com socos e iniciou a confusão.
Reportagem do Portal Correio do Estado esteve no local dos fatos, no Jardim Noroeste, e ouviu de vizinhos que o morto, foragido da Justiça após condenação por envolvimento com drogas, a vítima não tinha bom relacionamento no local.
"Um viciado, que só arrumava confusão, briguento", definiu um senhor idoso, que não quis se identificar. Segundo ele e uma outra moradora que se aproximou para falar com a reportagem, a mãe da adolescente era uma das poucas pessoas pacientes com Silva.
"Era amigo da família. A filha mais velha dela (mãe) disse que ele estava xingando, puxando o cabelo da guria. Não vamos dizer que era com outra intenção, mas ele estava chato", disse.
A mãe, que não ficou presa por decisão da Polícia Civil, que entendeu ser legítima defesa o homicídio, foi ferida três vezes a faca no tórax. Acabou socorrida, levada à Santa Casa e já recebeu alta. Seu paradeiro é mantido em sigilo, por segurança.