Operários, médicos e caminhoneiros fecharam a fronteira entre Bolívia e Brasil, na região de Corumbá, na manhã de hoje (9). Os protestos estão ocorrendo na Ponte da Amizade e ocorrem depois de medidas do presidente boliviano, Evo Morales, implantadas em dezembro, que limitam manifestações públicas.
Além da proibição dos protestos, Evo também liberou a entrada de médicos cubanos, o que motivou os profissionais da saúde a irem para às ruas na tarde de ontem (8).
De acordo com o site Capital do Pantanal, mesmo com a intimidação do último protesto feito em dezembro, os profissionais da saúde retornaram às ruas da cidade de Puerto Quijaro, na Bolívia, com cartazes e gritos de palavras de ordem contra a convocação de profissionais estrangeiros.
A paralisação na Ponte da Amizade já acontece pelo segundo dia, divulgou o site El Deber. Nesta segunda, o bloqueio foi feito apenas por algumas horas.
O protesto por parte dos médicos é um dos que mais tem afetado a população local. A confederação do setor determinou o chamado "paro" há três dias. Novas medidas pode ser tomadas a partir desta quarta-feira (10), quando haverá assembleia de médicos.
*Editada às 15h20 para atualização de informações.