A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apresentou na manhã de hoje (9) o balanço sobre a violência em Mato Grosso do Sul durante 2017, em comparação aos registros de 2016. De 13 tipos de crimes avaliados pela pasta, nove tiveram redução.
O secretátio de Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, realizou uma coletiva de imprensa para apresentar o balanço. Os homicídios dolosos, por exemplo, tiveram uma redução de 9% em 2017, quando comparado aos registros do ano anterior. Já o homicídio culposo teve uma queda de 43%, com 21 registros em 2016 e 12 no ano passado.
Outros crimes que tiveram queda nos registros foram feminicídio, com 21% de redução, roubo em geral, com 5% a menos, roubo em via pública, com 4% de queda, roubo em estabelecimento comercial, com 16% menos registros, e furto de veículo, com menos 7%.
Já os roubos de veículos (1%), roubos em residências (9%), furtos gerais (4%) e furto em residências (12%) tiveram um aumento nos registros de 2017, comparados aos de 2016. Segundo o secretário, o aumento é reflexo do avanço das polícias no combate ao tráfico de drogas.
“Em 2016, foram apreendidas 3.133 tonelas de droga em Mato Grosso do Sul, e no ano passado 427.513 toneladas. Um aumento de 42%. Com isso, o criminoso fica no prejuízo e precisa arrumar outras fontes de renda. Por isso teve aumento de roube de veículos e nos furtos de residências”, explicou Videira.
Para manter os registros caindo a cada ano, o secretário lembra de parcerias realizadas com as polícias de Estados e países vizinhos. “Vamos intensificar o relacionamento. Temos parcerias firmadas com a Polícia Nacional da Bolivia e do Paraguai. Recentemente os policiais bolivianos fizeram um curso conosco”, completou.
O forte combate ao tráfico de drogas traz outro tipo de prejuízo a Mato Grosso do Sul, que são os gastos com o sistema penitenciário. Ao todo, são gastos R$ 120 milhões por ano pelo Estado com presos por tráfico de drogas. “Por conta disso, o Estado ajuizou uma ação na Justiça para reaver os custos junto a União”, concluiu.