A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul pediu revogação da prisão preventiva de Luiz Alves Martins Filho, mais conhecido como Nando, e Jean Marlon Dias, ligados ao grupo de extermínio responsável pela execução (desaparecimento) de pelo menos 14 pessoas no Bairro Danúbio Azul, em Campo Grande. Juntamente com Talita Regina de Souza, eles respondem neste processo pelo homicídio e ocultação de cadáver de Lessandro Valdonado de Souza, de 13 anos, ocorrido em agosto de 2016.
Conforme proposto pela defesa nas alegações finais, Jean e Luiz, negam o crime e pedem liberdade. Entretanto, o mérito da questão será exposto em plenário do tribunal popular. Além disso, advogados reforçam o pedido com base em laudo de insanidade mental de Nando, que já foi condenado por exploração sexual de menores e tráfico de drogas, motivo pelos quais deve ser mantido recluso.
"Por fim, requere-se a revogação do decreto de prisão preventiva proferido em desfavor dos mesmos, determinando-se o recolhimento do respectivo mandado e a expedição do necessário alvará de soltura, ou ainda que seja analisada a adequação de medida cautelar diversa da prisão ao presente caso", lê-se nos autos.
Consta na denúncia que Nando, Jean e Talita mataram Lessandro por asfixia por meio de uma corda, e enterraram o corpo em um cemitério clandestino no Jardim Veraneio. Talita era cunhada do menino e o matou após ser flagrada traindo o irmão dele. Diante da ameaça de ter a traição exposta, decidiu matá-lo.