Cidades

Acidente na Afonso Pena

MPE diz que estudante não teve intenção de matar bacharel e processo é redistribuído

Carolina morreu em acidente na Afonso Pena, em novembro de 2017

Processo sobre o acidente de trânsito que resultou na morte da bacharel de direito Carolina Albuquerque Machado, 24 anos, foi redistribuído para outra Vara Criminal de Campo Grande. Isto porque o Ministério Público Estadual (MPE) entendeu que o estudante de medicina, João Pedro da Silva Miranda, 23 anos, não teve intenção de matar a bacharel e desclassificou a tipificação para crimes de trânsito, lesão corporal, sem dolo. Dessa forma, o estudante, a princípio, não irá a júri popular.

Acidente aconteceu na madrugada do dia 2 de novembro de 2017, na avenida Afonso Pena, região do bairro Santa Fé.

Na manifestação encaminhada à justiça, MPE relatou que a vítima “não observou a sinalização semafórica com luminoso vermelho e avançou a via”, sendo atingida pela caminhonete, “que trafegava em velocidade superior à permitida para a via”. O estudante fugiu do local sem prestar socorro e Carolina morreu no local.

Caso tramitava na 1ª Vara do Tribunal do Júri, porque delegado responsável pela investigação baixou portaria de inquérito policial indicando que apuraria, em tese, crime de homicídio doloso simples.

No entanto, o MPE, na qualidade de titular da ação penal, mesmo reconhecendo o excesso de velocidade em que trafegava o estudante, afirmou, em sua manifestação, que para a configuração do dolo eventual é necessário uma combinação de fatores que demonstrem que o acusado tenha anuido com o resultado morte, o que não teria ocorrido no caso em questão.

“Assim, da análise do presente caderno investigatório, não se verifica conduta dolosa de terceiro, no sentido de ceifar a vida das vítimas. Neste sentido, vê-se que não se trata essencialmente de crime de competência desta Vara especializada nos crimes dolosos contra a vida”, diz o MPE no pedido para que o processo tramite em outra Vara de Justiça.

Juiz da 1ª Vara, Carlos Alberto Garcete de Almeida, afirmou que é de competência exclusiva do Ministério Público a opinião a respeito do delito (opinio delicti) e, por este motivo, determinou a redistribuição do processo para outra Vara Criminal Residual da Comarca.

“Nesse sentido, não cabe ao Poder Judiciário, nesta etapa de persecução criminal, discordar hipoteticamente do Ministério Público, porquanto não há como impor a tal Instituição o juízo de tipicidade penal que deva considerar os fatos que estão sendo apurados”, explicou o magistrado em sua decisão.

Mudança no Tempo

Virada no tempo traz temporais e queda de temperatura a Campo Grande e MS

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05/11/2026 18h51

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Relâmpago corta o céu durante temporal; previsão indica novas tempestades e queda de temperatura em Mato Grosso do Sul. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Nova Mobilidade

Prefeitura vai usar carros de aplicativo para transportar servidores em Campo Grande

Contrato com o Banco do Brasil prevê corridas por aplicativo e táxi para viagens de trabalho; município estima economia de até 30% com manutenção da frota e combustível

05/11/2026 17h46

Prefeitura de Campo Grande vai adotar corridas por aplicativo e táxi para transportar servidores durante o expediente, com previsão de economia de 30% nos gastos com frota e combustível.

Prefeitura de Campo Grande vai adotar corridas por aplicativo e táxi para transportar servidores durante o expediente, com previsão de economia de 30% nos gastos com frota e combustível. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande

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