Cidades

Operação Again

PF e CGU apreendem contratos suspeitos de três empresas em hospital

Ação é realizada nos hospitais Universitário e Regional de Campo Grande

Redação

25/01/2018 - 09h16

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão no Hospital Universitário (HU), referentes a “Operação Again”, na manhã de hoje (25), a Polícia Federal (PF) apreendeu 30 pastas com vários contratos fraudulentos de compra de material envolvendo três empresas prestadoras de serviço. Dois médicos foram presos.

Uma das empresas envolvidas no esquema é a Amplimed. A assessoria de imprensa do HU confirmou que há contratos de 2014 até hoje com a empresa. A PF apreendeu contratos de compra de material de hemodinâmica relacionados à Amplimed. Há contratos com as empresas Bioesteril e Biotronik envolvidos no esquema também.

O esquema criminoso consistia em fraudar licitações dos hospitais Universitário e Regional de Campo Grande com a prática de sobrepreço, e no desvio dos materiais comprados para estes hospitais para clínicas particulares.

Ao todo, conforme a assessoria do HU, 30 pastas com documentos foram apreendidas. As equipes da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União (CGU) estão analisando se os materiais declarados na compra foram de fato pra o hospital e se foram usados. Por meio disso, os policiais poderão saber se houve ou não desvio.

Um dos médicos presos é Marcule Pedro Paulista Cavalcanti. Um cardiologista concursado nos dois hospitais envolvidos e seria o responsável pela montagem da hemodinâmica do hospital da Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems). A suspeita é que ele estivesse desviando materiais do hospital para uso em clínicas particulares.

Desde as primeiras horas desta manhã, equipes das duas instituições federais cumprem 20 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Belém (PA). Dois dos investigados, informou a Polícia Federal, terão de usar tornozeleira eletrônica.

Again, “novamente” em inglês, foi escolhido como nome da operação, porque a organização desarticulada desta vez utilizou a mesma metodologia do grupo investigado na Operação Sangue Frio (que também combateu desvio de dinheiro público no Hospital Universitário) em 2013).

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