A operação de fiscalização de trabalho escravo, que seria realizada na região Norte do país no mês de janeiro foi cancelada pelo Ministério do Trabalho (MTb), por falta de passagens aéreas para os auditores do trabalho e policiais rodoviários federais.
Diante da situação, o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury enviou um ofício ao ministério pedindo informações detalhadas sobre o motivo do cancelamento, visto que o corte do orçamento na política de combate ao trabalho escravo em 2017 já resultou em uma "drástica redução do número de operações e trabalhadores resgatados".
Dados do Observatório Digital de Trabalho Escravo (MPT/OIT) mostram que enquanto em 2016 foram realizadas 106 operações e 658 trabalhadores resgatados, em 2017, os números caíram, respectivamente, para 88 e 341.
HISTÓRICO
O ano passado o MPT entrou com Ação Civil Pública contra o Governo Federal para garantir a manutenção das operações de combate ao trabalho escravo, que corriam o risco de ser paralisadas em setembro por falta de recursos.
O corte de verbas determinado pelo governo no orçamento do Ministério do Trabalho impedia a realização de novas inspeções pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM).